A dúvida mais comum de quem está começando na bancada é o preço da regulagem. Cobrar pouco queima o mercado e te deixa no prejuízo; cobrar sem critério espanta cliente. O caminho é formar o preço a partir de três componentes: tempo, materiais e margem.
1. Calcule sua hora de bancada
Some seus custos mensais fixos (aluguel, energia, ferramentas, internet) e divida pelas horas que você realmente produz. Exemplo: R$ 3.000 de custo em 100 horas produtivas = R$ 30/hora. Uma regulagem completa leva de 1h30 a 2h30 — só de mão de obra, isso dá algo entre R$ 45 e R$ 75.
2. Some materiais e peças
Cordas, lubrificante, lixa, produto de limpeza e eventuais peças (tarraxas, nut, captadores) entram no orçamento de forma separada e transparente. O cliente entende melhor "R$ 60 de mão de obra + R$ 90 de cordas" do que um número redondo sem explicação.
3. Tabela de exemplo para começar
| Serviço | Faixa comum |
|---|---|
| Regulagem básica (tensor, oitavas, ação) | R$ 80–150 |
| Regulagem completa + hidratação e polimento | R$ 150–250 |
| Troca de cordas + ajuste | R$ 50–90 |
| Blindagem | R$ 150–300 |
| Nivelamento e retífica de trastes | R$ 300–600 |
Ajuste pela sua cidade, experiência e demanda. O importante é que a tabela exista e seja a mesma para todo cliente.
4. Padronize no catálogo
Com os preços no catálogo do LuthierOS, montar o orçamento vira selecionar itens — o total, o desconto e o PDF saem prontos, sem conta de cabeça na frente do cliente. Preço padrão também evita aquele desconto "no feeling" que corrói a margem no fim do mês.
Conclusão
Preço bom é preço repetível: hora calculada, material separado e tabela publicada. Defina a sua hoje e revise a cada seis meses. Teste 15 dias grátis e monte seu primeiro orçamento em minutos.